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  • Patrícia Oliveira

O Natal e os presentes de Jesus – Parte II (Olibanum)


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O incenso é uma palavra de origem latina (incensum= queimado), derivado do verbo incendere (queimar). Como podemos ver as palavras incendiar e incenso têm a mesma raiz etimológica.

Também é conhecido como franquincenso (franco= verdadeiro + incendo) ou Olíbano (árabe al-lubán= leite).

Embora hoje seu significado seja para designar qualquer substância aromática que seja difundida por incineração, na antiguidade era a designação da resina aromática proveniente de plantas do gênero Boswellia, conhecida também como olíbano.

Suas propriedades espirituais e medicinais são conhecidas desde a antiguidade; Moises estabelece:

“1 Se alguém apresentar uma oferta de cereais a Jeová, essa oferta terá de ser de farinha fina; ele deve derramar azeite nela e por olíbano sobre ela. 2 Depois ele a levará aos filhos de Arão, os sacerdotes; e o sacerdote apanhará um punhado da farinha fina com o azeite, e todo o olíbano. Ele os fará fumegar no altar como representação da oferta inteira, uma oferta feita por fogo, de aroma agradável para Jeová” (Levíticos 2).

O olíbano fazia parte da receita de incenso, que deveria ser queimado por Moises, e era proibico seu uso para fins mundanos:

“34 A seguir, Jeová disse a Moisés: “Pegue os seguintes perfumes em partes iguais: gotas de estoraque[i], ônica[ii], gálbano[iii] perfumado e olíbano puro. 35 Faça com essas coisas um incenso; a mistura aromática deve ser preparada com habilidade. Ele levará sal, será puro e será sagrado. 36 Você deve triturar parte dele até virar pó fino e deve pôr um pouco dele diante do Testemunho, na tenda de reunião, onde eu me apresentarei a você. Ele deve ser santíssimo para vocês. 37 Não faça para seu próprio uso o incenso que você fará com essa composição. Você deve considerá-lo algo sagrado para Jeová. 38 Quem fizer um semelhante a esse para sentir o seu aroma será eliminado do seu povo.” (Exodus 30)

Historicamente, o hábito de queimar substâncias aromáticas, encontramos desde os primórdios do Egito, onde o desenho do incensário fazia parte dos hieróglifos e, acreditava-se que sua queima era usada para fins religiosos e sanitários; nome para o incenso senetjer (sntr) significava “tornar divino”[iv].

Na Matéria Médica de Dioscórides:

O incenso possui a propriedade de aquecer, constringe, clarifica a vista, preencha as feridas profundas, deixa-as coradas e fecha as feridas, retém todas as efusões de sangue, ainda que saiam dos panículos do cérebro. Mesclado com leite e aplicado com compressa mitiga as difíceis chagas do corpo todo. Untado com pez[v] e vinagre derruba as verrugas que parecem formigas, no princípio e sana também o peito; cura as queimaduras do fogo e frieiras; mesclado com banha de porco, ou de ganso, aplicado com nitro[vi] sana as emissões das chagas da cabeça; cura os panarícios incorporados ao mel e com pez as contusões da orelha; assim como todas as dores de ouvido, instilado com vinho doce. Aplica-se utilmente a maneira de emplasto, com a terra Cimólia[vii] e azeite rosado, as tetas apostemadas depois do parto. Mescla-se aos remédios apropriados para a cana dos pulmões[viii] e para os membros interiores. Bebido ajuda aqueles que cospem sangue do peito. Porém aqueles que bebem em sanidade, tornam-se louco e bebido com vinho mata. Queima-se o incenso em um pote de terra limpo, aplicando-se à candeia um grão, até que se inflamem e acendam. Porem depois de perfeitamente aceso, continue a cobri-lo com um outro vaso, até que tudo se apague, porque assim tudo não se torna cinza...

O médico Abulcasis recomenda para “urina com ardor e sangue”: “pega-se 4 dirham[ix] de bellota macerada em vinagre e frita; 5 dirham de rosas; dois dirhams de sumagre[x] e giz; e dois terços de dirham de estoraque e olíbano. Tritura-se tudo, peneira-se e bebe-se o peso de 2 dirham em água quente que se diluiu goma ou água que se apagou ferro incandescente, será benéfico de Allah quiser[xi].

Na Matéria Médica Chinesa o incenso é conhecido como 乳香 Rǔxiāng, ela é classificada como substâncias que regulam (e revigoram) o sangue; de sabor azedo e amargo, de temperatura quente, atuam principalmente no Coração, Fígado e Baço:

  1.                    Relaxa os tendões, ativa os canais e alivia a dor

  2.                    Revigora o Sangue e promove o movimento do Qi

  3.                    Reduz o inchaço e gera músculo.

Cuidados no uso:

  1.                    Contra-indicado durante a gravidez.

  2.                    Contra-indicado na ausência de estase.

  3.                    Tenha cuidado com as pessoas com Deficiência do Baço e Estômagos.

  4.                    Não use a longo prazo.

Na fitoterapia ocidental é uma resina, retirada de plantas da Família Burseraceae, do gênero Boswellia, com duas espécies: a Boswellia serrata (Índia, China) e Boswellia sacra (Penísula Arábica). Essa resina é composta de goma, óleos essenciais e terpenóides (dentro deles o ácido boswellico). Possui ação antinflamatória, sendo vendido por algumas farmácias de manipulação o extrato de seco de Boswellia serrata.


Resina de olíbano (al-lubán)

Na Homeopatia a medicação é chamada Olibanum sacrum[xii]

Tema:

O tema central é dizer adeus. A morte é a forma mais extrema de dizer adeus. A criança levando a culpa sem ser culpado da morte ou morte iminente. Morte/despedida foi sentida e suprimida. É muito doloroso. O luto e a raiva relacionados a isso não podem emergir. É a energia da Consciência Crística. O filho/criança levando a culpa, sendo bom. Para não se sentirem culpados, eles continuarão ajudando e dando. Por uma questão de paz e harmonia. Desde a infância eles se sentem responsáveis pela atmosfera em casa e são muito receptivos a ela. Qualquer coisa para não se sentir culpado. Mediadores, mesmo quando criança. Eles tentam ser bons de uma maneira contorcida de ajudar, se sair bem e agradar a todos.


Na Aromaterapia possui as propriedades de ação na pele (em cicatrizes e manchas), no sistema respiratório (asma, bronquite, catarro), atua a nível Espiritual e clareia as idéias. Não possui toxidade, porém em excesso pode entorpecer.

[i] Resina da planta Styrax officinalis


[ii] Em latim é chamado de Ungala aromática ou Unguis odoratus. Segundo Dioscórides, é a concha de um marisco, encontrado nos lagos de nardo da Índia, e que exala um odor adocicado.


[iii] Resina da Ferula gummosa.


[iv] Duarte, C. (2010). Os incensários portáteis braciformes no Egito antigo. Revista Do Museu De Arqueologia E Etnologia, (20), 311-326. https://doi.org/10.11606/issn.2448-1750.revmae.2010.89936


[v] Resina ou seiva de pinheiro.


[vi] Nitro do latim Nitrum – denominação de vários álcalis, na alquimia é o bórax (Na2[B4O5(OH)4]·8H2O).


[vii] Os gregos chamavam terra cimólia as terras medicinais extraída da ilha de Címolo.


[viii] Brônquios, traqueia.


[ix] Medida árabe que corresponde a aproximadamente 3g.


[x] Planta Rhus coriaria.


[xi] M.T. Casal; M. Casal. El tratamento de las enfermidades infecciosas em Al-Andalus. Rev Esp Quimioterap, Diciembre 2004; Vol.17 (Nº 4): 350-356. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/28078421_El_tratamiento_de_las_enfermedades_infecciosas_en_al-Andalus.


[xii] Stallinga, Enna. Olibanum tree /as mediators. International Homeopathic Iinternet Journal, March, 2009. Disponível em: http://www.interhomeopathy.org/olibanum_tree_as_mediators

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